BOM DIA
Por Aníbal Styliano

Passou-se em Inglaterra.

Dois adeptos, num estádio de futebol, simularam a queda de um avião, em desrespeito pelo acidente que vitimou Emiliano Salas. Em 24 h foram castigados sem fugir à sua responsabilidade.
O treinador do Leeds, Marcelo Bielsa“espiou” os treinos dos seus adversários. De imediato, o clube foi multado em 200 mil libras (230 mil euros) por violação de regulamentos, colocando em causa o relacionamento das equipas com “boa-fé”. Aprendendo com o erro, o Leeds recebeu repreensão formal da Liga inglesa e foi acordada a proibição, a todos os clubes, de observar treinos dos adversários nas 72h que antecedem um jogo, exceto por convite, que passará a regra oficial na próxima reunião de clubes.O futebol para além do óbvio, como espaço de cidadania, num contexto de emoções exacerbadas, mas onde a inteligência, a lucidez e a serenidade,nunca deixam de estar presentes.
Num jogo de futebol, um adepto do Birmingham invadiu o recinto de jogo e agrediu o capitão do AstonVilla, sendo detido pela polícia. Na segunda-feira imediata, sanção com meses de prisão efetiva e proibição de poder assistir a jogos de futebol, por vários anos: justiça com eficácia.
No Portugal de hoje, a justiça tornou-se lenta, complexa, contraditória, numa espiral infindável que vai minando alicerces de confiança. Seja no futebol ou para além dele, assistimos a notícias de “burlas” imensas, a “favores” impensáveis, a impunidades intoleráveis, a recursos como pragas clandestinas, na senda da inação, como alquimistas sem tempo.
A defesa da “boa-fé” é um garante de entendimento e um índice de felicidade, sempre bem acompanhada pela indispensável celeridade.
Sem VAR mas com coerência e competência, é sempre possível alicerçar futuros motivadores: a justiça (tal como o algodão) nunca se pode enganar.

 

*Professor

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