João Rafael Koehler, empresário português, vai processar o SL Benfica por “graves, caluniosas, falsas e difamatórias declarações”, comunicou o empresário em comunicado à redações.

O que motiva o processo é a reação dos encarnados às declarações do empresário, na SIC Notícias, depois do autocarro das águias ter sido apedrejado na viagem até ao Estádio do Dragão, onde decorreu o clássico entre o FC Porto e SL Benfica, no último sábado.

COMUNICADO À IMPRENSA

João Rafael Koehler processa Benfica indignado com declarações incitadoras de violência e ódio contra si

João Rafael Koehler leu com incredulidade o comentário proferido pelo clube da segunda circular, no qual refere aos meios de comunicação social que o vai processar “pelas graves declarações que esta noite proferiu na SIC Notícias com graves difamações a justificar o lamentável apedrejamento do autocarro do Benfica e do seu presidente numa intervenção absolutamente intolerável e de incentivo a atos de violência”.

Ora, não passa esse triste comunicado de um amontoado de, essas sim, graves, caluniosas, falsas e difamatórias declarações, absolutamente intoleráveis, e constituem um real incentivo a atos de violência contra a minha pessoa, já que o clube de Carnide bem sabe, porque não é virgem em tais matérias, que tem uma base de adeptos numerosa que segue à risca os comunicados da sua direção, sem sequer analisar a motivação ao abrigo da qual são proferidos, não querendo também saber se são falsos ou verdadeiros, bastando-se com a escolha do alvo a abater.

Como tal, é evidente que quem ouviu as minhas declarações não tem qualquer dúvida que condenei quaisquer atos de violência, incluindo os que tinham acabado de acontecer, que servem unicamente para descredibilizar um desporto de que tanto gosto. Só com grosseira má-fé se pode interpretar de outro modo o meu comentário, sendo certo que essa não é a minha forma de ser nem de estar.

Felizmente, e ao contrário de outros, nunca fui associado a qualquer tipo de ódios nem de incentivos à violência, nem ainda de qualquer crime, pelo que de forma alguma permitirei que brinquem com o meu bom nome e com a minha reputação como o citado clube fez. A mim não condicionam com o “poder de litigância” que tanto alardeiam na comunicação social, já que nos Tribunais não há clubes, há justiça.

E será na justiça, com ou sem toupeiras, que se verá quem incita o quê e a quem, bem como quem é responsável quer por atos de violência, quer por difamações e calúnias proferidas na comunicação social, que têm como único objetivo ferir de forma grave a reputação de quem assumidamente não pertence à mesma cor. E no final veremos quem é o responsável pela indemnização fixada pelos Tribunais, bem como quais os crimes cometidos e as penas que aos mesmos estão associadas

João Rafael Koehler
Empresário

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