Adrián marcou aos 19 minutos, João Félix empatou ainda na primeira parte. Rafa fez o golo da reviravolta no segundo tempo, fixando o resultado final.

Foi num ambiente eletrizante que o Dragão recebeu o Benfica, no jogo que será crucial nas contas pela luta pelo título. À partida para o jogo, ambas as equipas estavam separadas por um ponto, com o FC Porto na liderança. Desde que Bruno Lage chegou ao banco encarnado, o técnico conseguiu recuperar seis pontos em relação ao campeão.

No que diz respeito ao jogo, começou logo com uma excelente defesa de Vlachodimos, que parou um remate de meia distância de Alex Telles, aos 16 segundos. O Benfica estava avisado para a pressão que caracteriza a equipa de Sérgio Conceição. Exemplo disso, foi o cruzamento de Marega mas que não encontrou ninguém na área encarnada.
A dinâmica portista criava vários problemas ao Benfica. E os dragões chegaram mesmo à vantagem, aos 17 minutos. Brahimi foi carregado em falta por Rúben Dias, que viu o amarelo. Na sequência de um livre direto, Adrián Lopez rematou contra a barreira mas na recarga o espanhol surpreendeu Vlachodimos, inaugurando o marcador.
Os encarnados reagiram e, na resposta ao golo portista, Pizzi teve nos pés o empate. Mas pela frente teve Casillas, que protagonizou uma grande defesa com os pés. Tal como as bancadas, o encontro estava com um ritmo intenso. O Benfica não sentiu o golo e chegou ao empate aos 26 minutos.
Seferovic roubou a bola à defensiva portista e encontrou na área João Félix sozinho, que não teve problemas em fuzilar Casillas. O Benfica entusiasmou-se com o golo e ficou por cima, criando várias oportunidades.
Perto do intervalo, o suíço, melhor marcador do campeonato, surgiu isolado frente a Casillas após um passe longo de Pizzi. Mas o guardião espanhol voltou a impedir a festa encarnada.

O golo de Rafa e a expulsão de Gabriel

Na segunda parte, o FC Porto entrou melhor, impondo velocidade no jogo. Mas o Benfica vinha com vontade de colocar-se na frente do marcador. E foi isso mesmo que aconteceu, aos 52 minutos.
Do lado direito, Grimaldo inicia uma jogada, entregando a bola a Pizzi, sem ao primeiro toque. O criativo do Benfica deixou a bola para Rafa que, à entrada da área, rematou para o fundo da baliza de Casillas.
Pouco depois, Sérgio Conceição aproveitou a lesão de Corona, provocada por uma entrada dura de Samaris, para lançar no jogo Otávio e Soares, que entrou para o lugar de Adrián. O FC Porto tentava sem sucesso ultrapassar a barreira defensiva das águias.
Aos 71 minutos, Manafá ganhou o corredor direito e cruzou para área, encontrando Herrera na marca de penálti. Mas a bola foi desviada por Samaris, num corte “in extremis”.
Pouco depois, Gabriel criou um “sururu” com Otávio e o momento gerou um conflito entre ambas as equipas. Chamados à razão pelo árbitro Jorge Sousa, os dois viram amarelo e Gabriel foi, consequentemente, expulso.
Na reta final, o FC Porto carregou sobre os encarnados, que em desvantagem numérica, limitava-se a defender. Na sequência de uma bola parada, Felipe atirou à barra. Já em cima dos 90, Felipe fez Vlachodimos voar para uma enorme defesa. No canto, o guardião encarnado voltou a defender o que parecia um golo certo do FC Porto.
Nos descontos, a equipa de Sérgio Conceição ainda beneficiou de um livre à entrada da área mas Herrera acertou na barreira. Foi o último lance do encontro.
Com esta vitória, o Benfica passa para a frente do campeonato, somando 59 pontos, mais dois que o FC Porto.

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