A comissão de inquérito à CGD começa a fazer uso dos novos poderes. O inquérito espera receber a versão integral da auditoria da EY na próxima semana, para dia 12 começarem as audições.

A segunda comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos já está a exercer os seus novos poderes. Os deputados querem ter acesso a documentação que tem estado sujeita a segredo bancário, mas que, tendo em conta a nova legislação, já pode ser divulgada aos inquéritos parlamentares.
As atas das reuniões onde se tomam decisões relativas a créditos do banco público, como os designados conselho de crédito e conselho alargado de crédito, estão entre os documentos que os deputados da comissão decidiram, esta quarta-feira, 27 de Fevereiro, pedir à instituição financeira presidida por Paulo Macedo.
Estas atas são determinantes para que os deputados do inquérito parlamentar possam avaliar quais os administradores e diretores envolvidos em créditos problemáticos e quais os racionais das suas decisões.
Com a comissão de inquérito em funções, e tendo em conta a Lei n.º15/2019, aprovada em fevereiro, relativa à transparência dos dados da banca, há poderes reforçados destas iniciativas parlamentares.
A comissão de inquérito deverá ter as audições concluídas em maio, para poder ser elaborado o relatório final ainda na presente legislatura.

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