Na quinta-feira, dia 14 de fevereiro, a Torre dos Clérigos desafia os seus visitantes a “celebrar o amor no topo do Porto”.

No dia de S. Valentim, surpreenda a sua cara metade com uma visita ao ex-líbris da cidade do Porto e usufrua de um bilhete gratuito, para visitar a Torre e o Museu dos Clérigos.
Monumento Nacional desde 1910, o conjunto arquitetónico Clérigos – Igreja e Torre – é considerado um dos principais pontos de interesse e local de visita obrigatória para todos os que visitam a cidade do Porto.
Já o Museu possui um acervo constituído por bens culturais de valor artístico considerável, do século XIII até ao século XX, que se espraia nas coleções de escultura, pintura, mobiliário e ourivesaria.
Aceite o desafio e “celebre o amor no topo do Porto”. A mais de 75m de altura, depois de subir 225 degraus e chegar ao topo da torre, a vista sobre a cidade Invicta deslumbra: aqui poderá contemplar os seus morros, ruas, praças e monumentos, da Ribeira até à Foz.

Lenda
A versão mais disseminada conta que, por alturas do séc. III, o Imperador Cláudio II, querendo formar um poderoso exército romano, decidiu proibir temporariamente a celebração de casamentos para garantir que os jovens se concentrassem mais facilmente na guerra e na vida militar.
Contudo, o bispo Valentim contrariou as ordens e continuou a celebrar casamentos, agora na clandestinidade. A afronta à vontade do Imperador levou a que Valentim acabasse preso e condenado à morte.
Até à sua execução, foi recebendo flores e bilhetes (o que explica a troca de postais, cartas e presentes, hoje em dia) enviados por anónimos como demonstração de apoio e consideração pela sua conduta.

A milagrosa história de amor
A filha do carcereiro de Valentim, que era cega, movida pela curiosidade, terá pedido para o visitar no cárcere e, mal se aproximou dele, recuperou a visão. Ambos se apaixonaram um pelo outro. Numa carta escrita à sua amada, o bispo ter-se-à despedido com a expressão “do seu Valentim”, que ainda é usada na língua inglesa (“valentine“) para designar namorado.
Mas esta história não tem final feliz: ainda segundo a lenda, a ordem de execução dada por Cláudio foi cumprida e Valentim acabaria por ser decapitado num 14 de fevereiro de finais dos anos 200 (séc. III).
Devido à indefinição e à falta de factos históricos comprovados para além de qualquer dúvida, a Igreja Católica não celebra oficialmente esta data. Não é por isso, no entanto, que o Dia de São Valentim, dia dos namorados, 14 de fevereiro, deixa de ser festejado em todo o mundo, tendo passado a fazer parte das tradições nacionais. Assim sucede há séculos – em Portugal, por exemplo.

 

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