Dos 70 deputados estaduais do Rio de Janeiro, 16 respondem a processos na Justiça ou estão presos supeitos de crimes como corrupção, compra de votos e falsidade ideológica.

Um em cada cinco deputados estaduais eleitos no Rio de Janeiro responde a processos criminais na Justiça ou está preso, segundo levantamento exclusivo feito pelo G1 nos tribunais de todas as instâncias. Dos 70 parlamentares da Alerj, 16 são suspeitos, réus ou até condenados por crimes como corrupção, organização criminosa, compra de votos, falsidade ideológica e peculato.
Seis dos integrantes da nova legislatura estão presos e ainda não tomaram posse. Desses, cinco foram detidos na Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato.
O sexto deputado eleito impedido de ser empossado é Anderson Alexandre (Solidariedade), ex-prefeito de Silva Jardim, preso em novembro durante uma operação do Ministério Público Estadual. Responde a dois processos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Um por organização criminosa, que foi colocado em sigilo, e outro por injúria.
Caberá à nova mesa diretora da Casa decidir se eles poderão ser empossados na cadeia ou em prisão domiciliar.
Além dos que foram presos, dez deputados estaduais eleitos são réus em processos criminais no Rio de Janeiro.

Um deles é o recém-eleito presidente da Alerj, André Ceciliano (PT). É acusado de falsificar documento público e infringir a lei de diretrizes orçamentais enquanto era prefeito de Paracambi, no Sul do RJ. Segundo a denúncia, o político apresentou documentos falsos relativos à execução do orçamento pela prefeitura.
Outros quatro integrantes da mesa diretora da Alerj respondem a processos criminais.
O secretário da mesa Chico Machado (PSD) é acusado de comprar votos, em processo que corre no Tribunal Regional Eleitoral do RJ (TRE-RJ). Segundo a denúncia, o método usado era a distribuição de brinquedos.