O início do mês de fevereiro fica marcado pelo regresso de Rui Massena ao Coliseu do Porto. O artista vem à cidade apresentar o seu mais recente trabalho discográfico – III -, que demorou cerca de um ano e meio a ser composto. “Foi um trabalho longo que passou pela composição, amadurecimento em palco e gravação”.
Massena fala de “um grande avanço” quando explica a natureza do disco que acaba de lançar por ser a compreensão de um mundo com sons diferentes dos que conhecia até então. “Ao universo acústico juntei o mundo da eletrónica. O facto de me ter aventurado numa galáxia de sons difertentes em que até hoje nunca tinha mexido foi um avanço extraordinário para o meu cérebro”.
“III” é o terceiro album de uma faceta de compositor, que começou em 2015, e conta com sete canções. Entre elas está “Memphis angustiae”, da qual Rui Massena gosta particularmente, por ser “bem intensa e diferente”.
A produção deste trabalho passou pelo Porto, Berlim e Nova Iorque e mereceu o selo de qualidade da prestigiada editora alemã Deutsche Grammophon, o que para o maestro significa bastante: “por um lado a ratificação da qualidade do disco e por outro a possibilidade da internacionalização da minha música.”
À semelhança dos álbuns anteriores – ‘Solo’ (2015) e ‘Ensemble’ (2016) – também ‘III’ atingiu o top de vendas nacionais, mas Rui Massena revela que os seus desejos nunca passam pela parte comercial. “Deste disco espero que me permita ir tocando por aí, partilhando este universo instrumental com o público e continuando a ser feliz e a fazer música”, acrescenta.
Sobre o espetáculo desta sexta-feira no Coliseu do Porto (21h30), Rui Massena garante que o público pode esperar “uma celebração”, reforçando que a Band “vai apresentar os temas deste novo álbum, e até vai pegar em alguns mais antigos, vestindo-os de novo”.



