O embaixador do Reino Unido em Portugal, Christopher Sainty, afirmou que os direitos das comunidades residentes nos respetivos países «serão muito bem protegidos» seja qual for do desfecho do ‘Brexit’.

«Compreendemos perfeitamente que muitas pessoas destas comunidades têm preocupações sobre o seu futuro, os seus direitos, mas felizmente há garantias de ambos os governos e acredito que qualquer que seja o desfecho do ‘Brexit’, os direitos serão muito bem protegidos», disse.
Christopher Sainty fez estas declarações após uma audiência com o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, na sequência de uma visita de dois dias à região autónoma.
O Reino Unido acolhe uma das maiores comunidades madeirenses ao nível da Europa, ao passo que a comunidade britânica residente no arquipélago é também bastante significativa.
«Obviamente as pessoas têm perguntas, dúvidas, e uma das nossas funções é comunicar essas dúvidas às autoridades portugueses e britânicas», disse o embaixador, realçando que durante a visita manteve também uma reunião com 20 representantes da comunidade residente na ilha.
Do ponto de vista dos emigrantes portugueses, Christopher Sainty explicou que a principal preocupação tem a ver com o futuro direito de residência, bem com o acesso a serviços públicos, serviços saúde e serviços sociais.
«Depois da nossa saída [da União Europeia], haverá uma nova lei de imigração no Reino Unido e vai acabar a livre circulação de pessoas, mas acredito que haverá sempre possibilidades de os portugueses irem trabalhar ou estudar no nosso país», disse.
O diplomata britânico, que desempenha funções de embaixador em Portugal desde outubro de 2018, indicou, por outro lado, que ainda não é possível determinar o impacto que o ‘Brexit’ terá ao nível do turismo, considerando que o Reino Unido é um dos mais importantes mercados emissores para Portugal e, em particular, para a Madeira.
«É certo que no último ano vimos uma pequena diminuição no número de turistas britânicos a visitar Portugal e a Madeira», disse, sublinhando, no entanto, que o processo do ‘Brexit’ é apenas um dos fatores, havendo a considerar também a desvalorização da libra e o surgimento de outros destinos «mais económicos e atrativos» para os britânicos.

 

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