Um grupo de estudantes e imigrantes brasileiros criou um movimento em Portugal para combater a ascensão da extrema-direita nos dois países e ajudar compatriotas que saiam do Brasil.

“O propósito da Frente de Imigrantes Brasileiros Antifascistas do Porto [FIBRA] é atuar no contexto português, acompanhando o que acontece no Brasil, em relação à ascensão da extrema-direita. No Brasil já ascendeu ao poder, aqui começam a haver alguns sinais. A Europa está infestada de grupos que já beliscaram o poder, e surgimos para fazer frente a isso e ajudar os grupos que já existem no contexto português”, referiu à Lusa Juliano Mattos, 36 anos, um fotógrafo com mãe portuguesa e residente em Portugal há 18 anos.
Criado há cerca de dois meses, o grupo pretende, além de ações de rua, promover comunicação e propaganda através das redes sociais e realizar outros eventos, como projeções de filmes ou documentários, tal como ajudar novos imigrantes brasileiros que cheguem a Portugal.
A FIBRA, explicou o representante, é um “grupo pacífico, sem ideias de confrontação física”.
“Não temos nenhuma intenção de ser um grupo violento, apenas se for necessária a autodefesa. Temos pensado em fazer alguns cursos de autodefesa para mulheres, sobretudo. No dia da primeira manifestação contra [o Presidente do Brasil, Jair] Bolsonaro, na primeira volta das eleições brasileiras, houve uma ameaça de alguns apoiantes de Bolsonaro. Foi um ‘bluff’, mas deixou gente assustada, não dá para levar essas coisas na brincadeira”, esclareceu.
Sobre as declarações do Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, que classificou o encontro com o seu homólogo como uma “reunião entre irmãos”, após a posse de Jair Bolsonaro, no início do mês, o ativista lamentou a forma como o português “tentou assumir um papel central” e lançou um apelo ao chefe de Estado.

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