Anna Martins relata que, ao contrário do que é normal em situações de protesto, não foi estabelecido um perímetro de segurança à volta do ministério. O porta-voz do governo teve que ser evacuado após a invasão de “coletes amarelos” no pátio de seu escritório. Paris e muitas cidades provinciais foram palco de novas manifestações, com mais manifestantes do que na semana anterior.

O porta-voz do governo, Benjamin GRIVEAUX, foi evacuado sábado de seu escritório rue de Grenelle Paris depois de uma invasão violenta de “coletes amarelos” com uma máquina de construção no pátio do ministério, ele disse a AFP, confirmando informações do parisiense.
“Havia ‘coletes amarelos’, pessoas vestidas de preto (…) que pegaram uma máquina de construção que estava na rua, e que arrombaram a porta do ministério (…) e quebraram dois carros . Quando a intrusão ocorreu, os funcionários foram evacuados “, disse Griveaux.
Questionados  sobre relatos de “tentativas de intrusões” em outros ministérios, o gabinete de Griveaux não confirmou. “Não sou eu quem é o alvo, é a República”, “aqueles que desejam a insurreição, derrubam o governo”, disse o porta-voz da AFP.
O dia de protestos em Paris fica marcado – além das mais de 100 detenções e dezenas de incêndios em Paris – pela necessidade de evacuar o porta-voz do Governo francês, Benjamin Griveaux, depois de vários coletes amarelos terem invadido o ministério dos Assuntos Parlamentares com recurso a uma retroescavadora.
Anna Martins é portuguesa e assessora do ministro francês dos Assuntos Parlamentares e trabalha precisamente no edifício no qual os manifestantes tentaram entrar na tarde deste sábado. Em declarações à TSF, conta que nem ela nem o ministro estavam nas instalações, mas faz notar que ao contrário do que é habitual em dias de protestos, esta zona não estava interditada.
“Normalmente, todo o perímetro ao lado do ministério está bloqueado e ninguém pode circular quando há este tipo de manifestações. Hoje não houve esse cuidado porque ninguém estava à espera que houvesse essa movimentação popular tão consequente”, explica.
O resultado desta ação foi uma porta rebentada, que permitiu aos manifestantes entrarem numa zona do piso térreo, onde os carros dos funcionários estavam estacionados. Uma das viaturas ficou totalmente destruída. O ministro francês dos Assuntos Parlamentares, Marc Fesneau, já divulgou no Twitter algumas fotografias dos estragos.

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