No encerramento do ano de 2018, o presidente da Federação das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil, Nuno Rebelo de Sousa, fez um balanço positivo. A Federação conta, atualmente, com 17 Câmaras Portuguesas espalhadas pelo Brasil.

«Estamos na melhor época de sempre, a melhor fase na relação entre Brasil e Portugal. Não só voltamos a ressuscitar várias Câmaras Portuguesas que estavam desaparecidas há alguns anos, por exemplo Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraíba, estamos a ressuscitar também Rio Grande do Norte», revelou o dirigente.
Além disso, Nuno Rebelo cita novas Câmaras Portuguesas pelo Brasil, como em Goiás, Espírito Santo, e conversações para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul: «Muitos empresários hoje já estão a fazer a vida deles entre Portugal e Brasil, já estão a organizar missões de empresários brasileiros a Portugal, e por isso a nossa missão é aproveitar e fazer crescer as Câmaras. Para a Federação, tem sido um grande orgulho o trabalho que estamos a fazer em termos de expansão».
Segundo o presidente da Federação, a Câmara Portuguesa de São Paulo teve um salto no crescimento dos últimos dois anos, o que «nunca aconteceu, não tem nem nada próximo na história dos 106 anos da Câmara de São Paulo», disse, referindo que são atualmente cerca de 500 associados e uma dinâmica «gigante».
«Temos um foco grande em associados brasileiros que querem levar os seus negócios para Portugal, muito mais do que empresas portuguesas que estão a chegar ao Brasil. Nos últimos anos, tivemos um declive grande junto de empresas portuguesas a chegar ao Brasil, uma ou outra vai aparecendo”, comentou.
O regresso dos investidores nos últimos seis meses também tem sido maior, e só não cresceu mais, segundo Nuno, porque a mensagem que chega a Portugal sobre o Brasil é «deturpada».
«O regresso só não é maior, porque a mensagem que chega em Portugal sobre a situação do Brasil é uma mensagem completamente deturpada. As pessoas acham que o Brasil acabou, há um problema, e não é, pelo contrário, agora as empresas portuguesas tem que vir ao Brasil» defendeu Nuno garantindo que o momento «é bastante oportuno».

 

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