Uma equipa de rua multidisciplinar, um Centro de Acolhimento de Emergência, uma rede de restaurantes solidários e alojamento de longa duração garantem respostas diversificadas do Município do Porto ao nível do apoio às pessoas em situação de sem-abrigo. A síntese da atividade desenvolvida foi apresentada esta terça-feira, em reunião de Executivo, por Fernando Paulo, vereador com o Pelouro da Habitação e da Coesão Social.

Estes quatro eixos de intervenção fazem parte da resposta direta da Câmara do Porto, para além da coordenação do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo do Porto (NPISA), e complementam as respostas sociais e da rede solidária no apoio aos cidadãos em situação de sem-abrigo.
Durante a apresentação, Fernando Paulo reconheceu que o facto de o Município ter integrado e, simultaneamente, ter assumido a coordenação NPISA, em fevereiro de 2018, possibilitou o estreitamente das redes de parceria entre diferentes instituições da cidade, bem como o alargamento das soluções disponíveis.
A equipa multidisciplinar, composta por técnicos especializados nas áreas da Psicologia, Educação Social, Enfermagem e Psiquiatria, é para o vereador “o braço armado” da Câmara do Porto. Esta designação atribuída ao primeiro eixo, explicou, justifica-se pelo papel que desempenha “no relacionamento com as outras entidades”. Em atividade desde janeiro de 2017, a equipa – cuja gestão compete aos Serviços de Assistência de Organizações de Maria (SAOM) – percorre diariamente as ruas da cidade para atender aos casos urgentes.
Desde setembro de 2017, está em funcionamento no antigo Hospital Joaquim Urbano o Centro de Acolhimento de Emergência, segundo eixo que integra o contributo do Município para a Estratégia Local de Integração de Pessoas em Situação de Sem Abrigo (iniciada em 2016). O protocolo celebrado entre o Município e o Centro Hospitalar do Porto, proprietário das instalações, “começou com 15 utentes”, mas o número atual, referiu o vereador, ascende às 25 vagas, sendo que as últimas cinco foram antecipadas “devido à questão que foi tornada pública da Escola do Cerco do Porto”.
Neste âmbito, Fernando Paulo salientou que desde a abertura do Centro de Acolhimento de Emergência “já foi possível integrar 41 pessoas”, quer no mercado de trabalho, no alojamento, no retorno à família, entre outras situações de reinserção na sociedade.
Ainda neste segundo eixo, destacou a recente adenda ao protocolo, com o objetivo de “alargar as instalações para oficinas e para a utilização da cozinha e refeitório”.
Restaurante solidário da Batalha já serviu mais de 120 mil refeições
A criação de uma rede de restaurantes solidários na cidade foi apontada por Fernando Paulo como a terceira iniciativa de resposta às pessoas em situação de sem-abrigo no Porto. A funcionar desde outubro de 2016 em instalações do Hospital da Ordem do Terço, o pioneiro restaurante solidário da Batalha, gerido pelo Centro de Apoio ao Sem Abrigo (CASA), já serviu desde então, mais de 120 mil refeições, o correspondente a “uma média de 200 refeições por dia”, atestou.
Mas será pioneiro por pouco tempo, uma vez que o vereador da Coesão Social confirmou que o processo para a implementação de um segundo restaurante solidário, que ficará localizado na zona ocidental da cidade (mais precisamente no edifício da Junta de Freguesia de Massarelos), “está bastante adiantado”. Também na forja está o terceiro restaurante solidário, que ficará na Baixa da cidade: “está a decorrer o processo de aquisição do imóvel e contamos abrir o espaço em meados de 2019”, informou.
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