Morte do cidadão português José Paulo Antunes Caetano, em Moçambique, no seguimento de rapto, levou o Governo a transmitir às autoridades moçambicanas que vê com preocupação a crescente insegurança dos seus nacionais em Moçambique.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) indicou que o Diretor-Geral de Política Externa reuniu hoje com o Embaixador de Moçambique em Portugal, “a quem transmitiu a forte preocupação do Governo português para com a perceção de crescente insegurança dos seus nacionais em Moçambique.”
O MNE indicou que “essa perceção tem-se vindo infelizmente a reforçar com vários episódios marcados pelo desaparecimento ou morte de portugueses e agravou-se depois de conhecidas as circunstâncias em que ocorreu a morte do cidadão português José Paulo Antunes Caetano, a 11 de novembro de 2018, perto de Maputo.”
O Governo considerou como prioridade as “condições de segurança em que vive a numerosa comunidade portuguesa em Moçambique”, uma comunidade que “contribui ativamente e muito significativamente para o desenvolvimento económico e social desse País.”
O MNE indicou que foi transmitido ao embaixador moçambicano “o total empenho do Governo português em explorar com as autoridades moçambicanas as potencialidades do conjunto de instrumentos bilaterais em vigor e a possibilidade de criação de novos mecanismos que permitam uma troca adequada de informações entre Portugal e Moçambique tendo em vista assegurar as melhores condições de segurança para os seus nacionais.”
“O Embaixador de Moçambique em Portugal foi igualmente informado de que o Governo Português tenciona reforçar as medidas de informação e de sensibilização dos cidadãos nacionais que se desloquem ou residam em Moçambique”, indicou o MNE.