Além dos votos dos 21 deputados eleitos nas listas independentes do movimento Porto, o Nosso Partido, mais cinco deputados acabaram por viabilizar o orçamento para 2019, um dos maiores da história do Porto, que vai permitir investir em grandes obras e na melhoria da qualidade de vida dos portuenses.
Dos cinco deputados que não foram eleitos nas listas de Rui Moreira e que viabilizaram o orçamento, três deles são os da CDU (que se abstiveram), uma é do PAN (que votou favoravelmente) e um é do PS, sendo o Presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, que também se absteve.
O PSD, que tem seis deputados, incluindo o presidente da Junta de Paranhos, votou contra, assim como os três deputados do Bloco de Esquerda e onze do PS.
Com esta votação, o orçamento da Câmara do Porto para 2019, que tinha já sido aprovado no Executivo, onde Rui Moreira possui maioria, está definitivamente aprovado.
É a primeira vez que PS e PSD se juntam para tentar chumbar um orçamento na Câmara do Porto, tendo ambos votado ao lado do BE.
A CDU justificou a abstenção com o processo democrático e participado com que o orçamento foi este ano elaborado, tendo sido acolhidas diversas propostas dos comunistas, entre as quais se destaca o apoio ao associativismo popular.
O PAN, que tal como a CDU apresentou, por escrito, propostas ao Executivo de Rui Moreira, viu várias aprovadas e a deputada daquele partido elogiou que os animais estejam a ser banidos dos circos na cidade.
O orçamento aumenta o investimento municipal em áreas como a habitação, requalificação do espaço público e em grandes obras, como as do Mercado do Bolhão, Terminal Intermodal de Campanhã ou equipamentos desportivos.
Os impostos sobre os portuenses voltam a ser reduzidos, sobretudo através da taxa de IMI para os residentes permanentes no Porto. Rui Moreira revelou que o total acumulado de poupança para os contribuintes no IMI em cinco anos da sua governação ultrapassa os 45 milhões de euros, nas três reduções que já aplicou.