A necessidade de apoiar os emigrantes portugueses e os lusodescendentes na Venezuela foi suscitada em debate por vários deputados.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, assegurou no Parlamento que o apoio aos luso-venezuelanos continua a ser uma prioridade do Governo português, recusando qualquer hesitação na resposta às necessidades da comunidade na Venezuela.
«Da mesma forma que, em 2018, a prioridade à situação na Venezuela foi absoluta em todas as áreas do Ministério dos Negócios Estrangeiros, também em 2019 ela será, porque infelizmente nada faz prever qualquer evolução positiva nesse país», disse o ministro numa audição das comissões parlamentares de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e dos Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, no âmbito da discussão na especialidade da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2019.
A necessidade do apoio aos emigrantes portugueses e aos lusodescendentes na Venezuela foi suscitada por vários deputados no debate, nomeadamente o social-democrata José Cesário, o socialista Paulo Pisco, o bloquista Pedro Filipe Soares, e o democrata-cristão Nuno Magalhães.
Santos Silva apontou a decisão de deixar de cobrar emolumentos consulares aos cidadãos portugueses ou luso-venezuelanos, destacando que essa medida acarreta uma perda de receita de 10 milhões de euros, uma vez que o Consulado-Geral de Caracas era, até então, «o quarto maior, em termos de receitas, dos 342 consulados» de Portugal no mundo. No entanto, afirmou, «é um preço que todos devemos pagar, é uma solidariedade nacional».