Protagonistas de inúmeros encontros inesquecíveis, Benfica e Ajax apenas se cruzaram por duas vezes nas competições da UEFA. A equipa portuguesa só venceu a holandesa numa ocasião, mas mesmo esse triunfo de pouco lhe valeu.

Apesar de serem dois históricos do futebol europeu, até hoje Benfica e Ajax apenas se encontraram em duas eliminatórias europeias, ambas na Taça dos Campeões Europeus. E nos dois casos, o clube holandês saiu por cima, apesar do enorme equilíbrio registado, tanto em 1969 como em 1972.
O conjunto de Amesterdão é o próximo adversário do Benfica na Liga dos Campeões. A 3.ª jornada do Grupo E tem lugar às 20h00 de terça-feira no Johan Cruijff Arena.
O Ajax, um histórico do futebol holandês e europeu, é o próximo opositor do Benfica no Grupo E da Liga dos Campeões. Antes do apito inicial da 3.ª jornada, que acontece às 20h00 de terça-feira, o Site Oficial descreve o quadro atual do adversário.

A equipa orientada pelo holandês Erik ten Hag, de 48 anos, começou a época a todo o gás, tanto na Champions como nas competições internas. Em 18 jogos oficiais, soma 13 triunfos e apenas um desaire (com o PSV, por 3-0), já apontou 49 golos (2,72 por jogo) e sofreu nove (0,50 por desafio).
Com um plantel muito jovem (média de 23 anos), o Ajax equilibrou dando-lhe alguma experiência através de nomes como Blind, Schone, Tadic e Huntelaar. Ainda assim, entre os mais utilizados vigora muita juventude. Onana (22), De Ligt (19), Wober (20), Mazraoui (20), Frenkie de Jong (21), Eiting (20), Van de Beek (21), Neres (21) e Dolberg (21).
Historicamente, as equipas holandesas são de cariz ofensivo e este Ajax não foge à regra. Durante a época 2018/19, e segundo o portal Wyscout, o conjunto de Amesterdão efetua 18 remates por jogo, termina as partidas com uma média de 55% de posse de bola e realiza mais de 540 passes por encontro (86% de eficácia).
Erik ten Hag privilegia o futebol apoiado, com a construção a ser feita desde trás. Apesar de não ter a transição como modo de operação, o Ajax não foge da possibilidade de esticar o jogo. Efetua 190 passes para a frente em média e 180 para o lado, dando largura à construção ofensiva.
Outro aspeto a ter em conta neste opositor são as bolas paradas. 71% dos pontapés de canto a favor resultam em remates à baliza contrária, bem como 44% dos livres.
Tecnicamente evoluído, o Ajax é uma equipa que se sente confortável com bola, mas não tanto sem ela. A esse particular já lá iremos… Continuando a analisar a componente ofensiva do adversário do Benfica é possível vislumbrar um coletivo que cria muito jogo interior, mas que também sabe jogar à largura e tem executantes para isso. Para além de Mazraoui e Tagliafico, laterais que sobem muito pelo corredor, há ainda Ziyech, Neres e Tadic. Não é, portanto, de espantar que faça 20 cruzamentos por partida.