A organização do Festival da Lusofonia de Macau espera acolher cerca 25 mil participantes, entre 19 e 21 de outubro, informou o Instituto Cultural (IC) do território.

Segundo informação do IC, «o evento o ano passado durou 4 dias e teve cerca de 25.000 participantes. Este ano, o evento terá a duração de 3 dias e são esperadas 25.000 pessoas».
As autoridades de Macau destacam a longevidade e o sucesso deste festival: «a primeira edição do Festival da Lusofonia realizou-se em 1998, integrada no programa de atividades que celebra o Dia Nacional de Portugal, a 10 de Junho, em homenagem aos residentes da comunidade de língua portuguesa residentes em Macau pela sua contribuição para o desenvolvimento do território».
Para o IC, este festival «ganhou uma tal popularidade» que já é um dos maiores eventos culturais no território que «contribuiu para a promoção do turismo local e internacional», devido ao «programa diversificado de atividades, nomeadamente a cultura de cada comunidade residente em Macau, como a gastronomia, música e dança e jogos para todas as idades».
A partir do dia 19 de outubro, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Goa, Damão e Diu, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau vão ter expositores com artesanato e petiscos e bebidas típicas junto às Casas-Museu da Taipa.

Em resposta à agência Lusa, a Casa de Portugal destacou que este ano o espaço luso vai contar com a presença do artesão Arlindo Moura, da Rota da Filigrana, que concilia esta arte com a cortiça», enfatizando para a importância desta festa no território «para todos os membros das diversas comunidades lusófonas».
Já a Casa do Brasil em Macau aposta no artista brasileiro Fábio Panone Lopes, que trabalha com grafite, para transformar o espaço canarinho numa favela.
«Ele vai pintar uma mini favela, que é uma realidade brasileira, para nós mostrarmos que não há só coisas más nas favelas, também há muita coisa boa», explicou a presidente da Casa do Brasil, Jade Martins.
A associação guineense escolheu como tema a pesca tradicional daquele país. «Dá-nos a oportunidade de mostrámos a nossa cultura e a forma como as famílias vivem», apontou a presidente da Associação dos Guineenses, Naturais e Amigos da Guiné-Bissau em Macau, Grazia Lopes.
Por outro lado, a associação de Timor-Leste vai apostar na promoção turística do país, especialmente «as praias paradisíacas do ilhéu de Jaco», porque Timor-Leste, «não é só Díli”, disse a vice-presidente da Associação de Amizade Macau-Timor.
A presidente da Associação Amizade Macau-Cabo Verde, Ada Sousa, apontou que este ano o país irá dar ênfase às danças tradicionais do país.
Por fim, o presidente Associação Angola-Macau, Alexandre Correia da Silva, preferiu destacar o facto de o evento «ser muito importante para a comunidade de Macau» e que no ‘stand’ do país vão estar algumas informações sobre Angola.
O Festival da Lusofonia articula-se com a semana cultural da China e países lusófonos, que está a decorrer desde segunda-feira (8 de outubro), com a participação de mais de 130 artistas com concertos no Largo do Senado, no coração de Macau, e na Doca dos Pescadores de grupos de Portugal (D.A.M.A), Cabo Verde (Grace Évora e Banda), Angola (Paulo Flores), Timor-Leste (Black Jesuz), Moçambique (Moza Band), Brasil (Banda Circulô), Guiné-Bissau (Rui Sangara), São Tomé e Príncipe (Alex Dinho) e China (Grupo Artístico Folclórico de Songjiang).