O antigo vereador da Cultura da Câmara do Porto, Paulo Cunha e Silva, vai ser homenageado pela Universidade do Porto (U. Porto), ao longo de 2019. O tributo ao legado da obra do também médico, pensador e professor catedrático, integra um ciclo de conferências e a publicação de artigos científicos inéditos.

A nomeação foi aprovada pela unanimidade do Senado da U. Porto, avança hoje o Jornal de Notícias. A homenagem, que perpassará todo o ano de 2019, quer mobilizar toda a comunidade académica e atrair, também, “iniciativas espontâneas dos cidadãos”.
Para além de todas as iniciativas em torno da vida e obra do pensador e programador cultural, que agitou de forma ímpar e indelével a Cultura na cidade do Porto, em apenas 751 dias de mandato, a Universidade do Porto pretende especialmente com esta eleição partilhar com o grande público a rica obra científica produzida por Paulo Cunha e Silva, na qualidade de professor catedrático e produtor de pensamento.
A Universidade do Porto junta-se, assim, à Câmara do Porto na homenagem a uma figura que mudou para sempre a forma como os portuenses interpretam e fruem a cultura.
Com efeito, a 9 de julho de 2016, o Município atribuiu a Paulo Cunha e Silva, a título póstumo, a única Medalha de Honra da Cidade nesse ano.
Em dezembro de 2016, também por proposta de Rui Moreira, a Câmara criou o Prémio Paulo Cunha e Silva. A distinção, que visa produzir e apoiar a exposição inédita de um artista, com um prémio monetário no valor de 25.000 euros com o apoio da Fundação da Millennium bcp, assinalou este ano a sua primeira edição.
Mais recentemente, em junho último, a autarquia lançou o livro “751 Dias – O Tempo Não Consome a Eternidade”, uma obra que perdurará na memória de todos que, direta ou indiretamente, foram tocados pela sua genialidade. Na cerimónia do lançamento do livro, a 9 de junho (coincidiria com o 56.º aniversário de Paulo Cunha e Silva), Rui Moreira lembrou que o seu antigo braço direito para a Cultura, o amigo ou simplesmente “o Paulo” deixou uma cidade “diferente e que tem a obrigação de assim continuar”. Por isso, justificou, dedicar-lhe uma publicação é também a forma de manter vivo o projeto escolhido para o Porto.