O Santuário de Nossa Senhora de Porto d’Ave, no concelho de Póvoa de Lanhoso, acaba de ser classificado como conjunto de interesse público.

A classificação foi o culminar de um processo lançado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e pela Confraria de Nossa Senhora de Porto D’Ave e resulta de uma portaria do ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, publicada hoje em Diário da República.
O Santuário de Nossa Senhora de Porto d’Ave, na localidade de Taíde, passou ainda a ser classificado como conjunto de interesse público.
“O Santuário de Nossa Senhora de Porto D’Ave é uma referência do nosso concelho e a sua classificação é um contributo fundamental para a valorização do património da Póvoa de Lanhoso”, destaca o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, numa nota de imprensa.
Avelino Silva assume que a classificação era uma ambição antiga e destaca o trabalho realizado pela Confraria, na pessoa do seu juiz, Vítor Macedo, “porque é a principal responsável por esta classificação”.
A portaria do Ministério da Cultura refere que o Santuário é um “bom exemplo da arquitetura religiosa e das formas de devoção locais, cuja romaria anual ainda hoje atrai grande número de assistentes, conjugando celebrações sagradas e manifestações profanas”.
Erguido numa das margens do rio Ave, o Santuário recebe a conhecida romaria ‘dos bifes e dos melões’, que se realiza sempre no primeiro domingo de setembro.
O conjunto religioso integra a igreja, onde se localiza o Museu de Arte Sacra, um escadório e oito capelas com esculturas que representam cenas da vida da Virgem e da infância de Jesus, mediadas por patamares arborizados, jardins, lagos e fontes.
Engloba ainda edifícios de apoio aos peregrinos, incluindo o edifício do recolhimento feminino, a Capela de Nossa Senhora da Boa Morte e os edifícios oitocentistas dos quartéis, originalmente destinados a alojamento de romeiros e do corpo da guarda da romaria.
O santuário foi constituído, originalmente, por um pequeno oratório de madeira, para acolher uma imagem de Nossa Senhora do Rosário.
A fama de “milagreira” espalhou-se, começando a atrair cada vez mais devotos, pelo que, o oratório foi integrado numa capela de pedra, terminada em 1734. Por carta régia de 14 de abril de 1874 o local foi elevado à categoria de Santuário Real.