O modelo de gestão para o Cinema Batalha pode passar por uma solução que envolva os agentes culturais da cidade como é o caso do Cineclube do Porto, revelou hoje o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira.

“A empresa municipal de cultura, apesar da lei ser clara, está no Tribunal de Contas e adiada para as calendas. E isso obriga-nos a pensar muito seriamente num modelo de gestão do Cinema Batalha. Isto pode passar possivelmente por fazer modelos parecidos com os que foram feitos em Guimarães ou em Viseu, ou seja, encontrar formas associativas. E no Porto, temos, por exemplo, o Cineclube do Porto”, afirmou.
O tema foi levantado pelo deputado municipal do PSD Francisco Carrapatoso na Assembleia Municipal do Porto, que questionou a atuação da autarquia, que atualmente paga uma renda de 10 mil euros e não usufruiu do espaço, defendendo uma renegociação do contrato.
“Eu sei que para o PSD, que teve aquilo entregue à Associação de Comerciantes que deram cabo do Cinema Batalha, o Cinema Batalha é um engulho, para nós não é. Para nós, o Cinema Batalha é das coisas mais importantes que existem na cidade. Nós tentámos adquirir, mas tendo muito respeito pelos direitos históricos daquela família que, por causa da tradição, não querem vender o cinema, decidimos alugar o cinema, sob pena [de] ser transformado num hotel”, sublinhou o autarca em resposta aos sociais-democratas.
O independente assumiu, contudo, que o custo será aquilo que tiver que ser, seguramente mais do os 2,5 milhões de euros do que inicialmente previsto, mas garantiu que este é um preço que o município pode pagar.
Segundo Rui Moreira, a autarquia pensou que “o edifício tinha menos patologias do que as que se vieram a verificar”, facto que justifica o aumento do custo.
De resto, acrescenta, o projeto de execução está pronto, estando apenas em falta alguns equipamentos que vão ser necessários e que a autarquia pretendia lançar no mesmo concurso internacional.