A dimensão nacionalista e o carácter de unidade nacional de Agostinho Neto estava subjacente na sua origem pluri-etnolinguística, reafirmou ontem, segunda-feira, em Lisboa, o encarregado de Negócios da Embaixada de Angola em Portugal, Abreu Braganha.

Agostinho Neto teve sempre a preocupação de unir as diferentes organizações e forças que lutavam contra a ocupação colonial do território angolano, mesmo em condições difíceis e de recusa destas, disse à Angop Abreu Braganha, à margem de um encontro que serviu para saudar do Dia do Herói Nacional.
Realçou o empenho de Neto na luta pela libertação de outros povos de África, tendo salientando que o seu contributo serviu para a promoção do bem-estar dos africanos.
Já a presidente da Plataforma Para o Desenvolvimento da Mulher Africana (PADEMA), Luzia Moniz reconheceu que a data representa o maior anseio que um ser humano pode ter – a liberdade.
“Pensar em Neto hoje é pensar na necessidade de se construir um país onde a liberdade esteja em primeiro lugar, é lembrar que é preciso priorizar as crianças na educação e saúde, pois estes constituem os pilares da construção de uma sociedade moderna onde a justiça social tem um lugar cimeiro”, referiu.
Apontou a falta de conhecimento dos valores culturais e identitários angolano, a necessidade de união entre os poderes públicos, e aconselhou a juventude a ler as obras de Neto.
O estudante angolano Clésio Pereira é de opinião que os angolanos se devem rever em Neto.
No encontro foi exibido um documentário sobre a vida e obra de Agostinho Neto e depositada uma coroa de flores junto ao seu busto.
Estiveram presentes diplomatas, estudantes e membros da sociedade civil.
António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922 na aldeia de Kaxicane, município de Icolo e Bengo, província do Bengo, cerca de 60 quilómetros de Luanda.
O primeiro Presidente de Angola morreu a 10 de Setembro de 1979 em Moscovo, vítima de doença.