Campeã portuguesa espera que o resultado “seja limpo, sem drogas e sem doping”.

Foi batido o recorde mundial da maratona, com a maior diferença em relação à marca anterior (menos 1.17m), o que deixa o tempo próximo das duas horas.
O protagonista é o queniano Eliud Kipchoge que fez os 42 quilómetros em 2h1m39s na prova em Berlim.
Na análise de Aurora Cunha, tricampeã do mundo de estrada e das maratonas de Chicago, Paris, Tóquio e Roterdão, este é um recorde impensável, um tempo “do outro mundo, inexplicável”.
“É qualquer coisa que nos ultrapassava pensar que se faria uma marca destas. Temos que acreditar que foi possível com um atleta que treinou e fez este recorde do mundo. Espero que seja limpo, sem drogas e sem doping”, referiu.
Aurora Cunha acrescenta que esta marca “enche todos os maratonistas de orgulho e agora é acreditar que é possível aparecer outro campeão que baixe a barreira das duas horas”.
A campeã portuguesa lembra, como termo de comparação, que Carlos Lopes fez 2h07 e era a melhor marca do mundo na altura.
O novo recordista mundial, que já correu nove maratonas abaixo de 2:06 horas, tinha como recorde pessoal 2:03.05 (Londres, em 2016), e chegava a Berlim exatamente com o objetivo de alcançar um novo recorde mundial.