A Associação dos Empresários da Lapónia Finlandesa está em Lisboa até 10 de Setembro, numa viagem que tem uma componente de negócios e outra de lazer.

Além de conhecerem a capital portuguesa, os cerca de 60 empresários, dos quais um terço com actividades relacionada com o Turismo, ficaram a conhecer também as características e desafios do mercado português, sobretudo do turista português.
Numa apresentação, que decorreu na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, foram apresentados as principais dificuldades que impedem que o turista português viaje mais para a Lapónia. Rita Cascada, em representação da companhia aérea Finnair, que retomou a rota Helsinquia-Lisboa a 1 de Junho deste ano, aludiu ao facto do destino se promover pouco junto do mercado português e do ‘trade’, mas também falou sobre as tarifas altas praticadas na Lapónia, concretamente nos voos entre a capital finlandesa e a “terra do Pai Natal”. Algo que Helena Amorim, directora-geral da Nordictur, operador que trabalha há 25 anos com o destino Finlândia, partilhou. “Os portugueses e finlandeses são completamente diferentes”, começa por dizer, referindo que os turistas portugueses tendem a planear as suas férias ou escapadelas a curto prazo e reservam tardiamente, o que não lhes permite depois obter preços competitivos e razoáveis nas viagens para a Lapónia.
Perante este dado, Pirkka Salo, director da Associação de Empresários da Lapónia, admitiu, aos jornalistas portugueses, que “existem, de facto, poucos portugueses a viajar para a Lapónia, porque os preços são altos e vocês têm essa cultura de fazer reservas [tardias] o que não é fácil”. Heli Harju, directora da Lapland Leisure Tours, DMC na Lapónia, diz que “gostávamos de ter muitos mais turistas portugueses”, mas reconhece as dificuldades apontadas concretamente no que diz respeito aos voos. “Temos de alargar a época, não nos podemos focar apenas no Inverno, temos de alargá-la para o Verão, para a Primavera e final do Outono porque também temos paisagens bonitas, actividades. Temos de focar no início da época ou fora dela, porque aí temos lugares de avião disponíveis, os preços são razoáveis para os portugueses. Penso que essa é a solução”.