Sérgio Conceição salientou as dificuldades criadas pelo Belenenses.

Sérgio Conceição considera que o FC Porto foi um justo vencedor do duelo com o Belenenses, no Estádio do Jamor, embora reconheça o mérito do adversário. O golo da vitória (3-2) chegou já em período de descontos, na reta final de um jogo extremamente difícil e a exigir máximo empenho dos campeões nacionais.

Cenário complicado
“Houve calor e uma relva diferente do que estamos habituados, mas isso era para as duas equipas, embora o Belenenses treine aqui diariamente. A relva torna a circulação mais lenta, obriga a mais um toque na circulação, mas não quero entrar por aí. Houve mérito do Belenenses, uma equipa que tem qualidade e uma dinâmica interessante.”
Vitória merecida
“Há dias em que, como dizia um treinador meu, pode-se praticar um futebol champanhe, e em outros dias é mais um vinho tinto da tasca, que não deixa de ser saboroso, por vezes, também. Penso que a vitória é merecida, criámos mais ocasiões, tivemos situações para matar o jogo mas penso que se ajusta esta vantagem mínima.”

Faltou controlo do jogo
“Acho que pecámos exatamente por não saber controlar o jogo no momento de vantagem de dois golos. Devíamos ter mais bola. O 2-1 é uma perda de bola nossa e o golo do empate surge de um lançamento lateral nosso. Faltou-nos um bocado de matreirice. Foi uma vitória difícil, suada, mas sem dúvida justa, por tudo o que se passou no jogo. Conseguimos chegar à vantagem, mas não tivemos a mesma eficácia defensiva do primeiro jogo. No início da segunda parte, quando fizemos o 2-0, sentimos que o jogo estava controlado mas não o conseguimos controlar. Aí, com mérito, o Belenenses chegou ao empate e depois fomos à procura da vitória. É justa a vitória, sem dúvida nenhuma, frente a um adversário que nos dificultou ao máximo a nossa tarefa.”

Duas grandes penalidades
“Independentemente de os penáltis terem sido bem ou mal assinalados, houve o mesmo critério. O Carlos Xistra e o João Capela estão de parabéns por isso.”

Sobre o mercado

“Não faz sentido nenhum o mercado estar aberto quando se inicia o campeonato. É demasiado tempo de instabilidade que se cria nas equipas. Acho que quando se iniciam os campeonatos, o mercado devia fechar. Em janeiro a mesma coisa. Temos de viver com uma situação que não é agradável para ninguém.”