O Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong desafiou a comunidade portuguesa a envolver-se na estratégia luso-chinesa definida para aquele território.

«Todos nós temos o dever de participar decisivamente nesta estratégia de futuro que o Governo central e (…) da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) pretendem implementar», defendeu Vítor Sereno, que está de partida para o Senegal, onde irá assegurar o lugar de embaixador.
No jantar de despedida organizado pela comunidade portuguesa, o diplomata disse que a comunidade lusófona em Macau deve «estar na primeira linha de apoio à criação da plataforma de ligação com os países de língua portuguesa».
Por outro lado, continuou, esta deve «ajudar a RAEM a diversificar-se e a conferir-lhe as valências para se afirmar como um ‘hub’ não só de turismo e de lazer, mas também no ensino da língua portuguesa, na área da saúde e das energias renováveis».
O cônsul destacou ainda a importância de os portugueses participarem ativamente no desafio da «formação e promoção de jovens talentos», de forma a assegurar «mais professores de todos os graus de ensino, mais médicos, mais enfermeiros, engenheiros, mais técnicos especialistas».
Afinal, «essa é também uma forma de, em simultâneo, podermos retribuir o apoio que a República Popular da China e a Região Administrativa têm dado a Portugal desde a primeira hora», concluiu.
Vítor Sereno, de 47 anos, em Macau desde 2013, vai exercer o cargo de embaixador em Dacar em setembro, assegurando a representação diplomática do Governo português no Senegal, Burquina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Libéria, Mali, Mauritânia, República da Guiné e Serra Leoa.
Já o atual embaixador para a Austrália, Nova Zelândia e Estados do Pacífico Sul, Paulo Cunha Alves, passará a ocupar o cargo de Cônsul-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.