O país está a passar por uma situação muito delicada”, reconhecem os bispos da Venezuela.
A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) acusa o Governo de Nicolás Maduro de violar as leis, a Constituição e os Direitos Humanos na Venezuela, apelando também às forças de segurança para cessarem o uso da “violência repressiva”.
A posição dos bispos católicos da Venezuela foi dada a conhecer através de um comunicado divulgado em Caracas sobre “a deterioração da justiça venezuelana”, no qual sublinham que “o país está a passar por uma situação muito delicada”.
O documento explica que na semana passada a Comissão de Justiça e Paz da CEV chamou a atenção que “as detenções parlamentares, de funcionários ou cidadãos com base em indícios ou presunções de responsabilidade criminal, não levam a detenções arbitrárias, tratamentos cruéis ou desumanos, tortura ou desaparecimentos forçados, suposições que ameaçam qualquer evento contra a integridade física e mental dos venezuelanos”.
O comunicado explica que “apesar desta dolorosa realidade” os venezuelanos não podem sucumbir, “nem como cidadãos com direitos, nem como sociedade que procura o bem-estar” e que “o protesto cívico, a organização comunitária, a unidade como povo, a reivindicação legítima do bom funcionamento dos serviços públicos que pertencem ao povo, são ações que estão avançando”.
“Apelamos às agências de segurança do Estado para mudarem de atitude, para entenderem que estamos em momentos de grandes sacrifícios e sofrimentos para o povo, suas próprias famílias e filhos. Não reprimam, acompanhem o povo que não tem outra alternativa que procurar que ouçam as suas necessidades”, conclui.
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