Sete empregados da rede de supermercados Central Madeirense, entre eles um lusodescendente, foram detidos pelas autoridades venezuelanos acusados de contrabando, corrupção, boicote e desestabilização económica.

As detenções no supermercado, de propriedade de empresários portugueses, tiveram lugar no último sábado, em Girardot, no estado venezuelano de Arágua (100 quilómetros a oeste de Caracas) na sequência de um operação para combater a revenda ilegal de produtos básicos.
De acordo com o coordenador da Superintendência para a Defesa dos Direitos Socioeconómicos (Sundde), William Contreras, as investigações iniciaram-se devido a uma denúncia de um cidadão sobre a alegada revenda de produtos básicos neste supermercado.
A Subdde apontou, num comunicado divulgado no domingo, que os detidos são suspeitos de fornecer alimentos básicos e de primeira necessidade a uma rede de “bachaqueros” (vendedores informais) que depois os comercializavam a preços especulativos no ‘mercado negro’.
A Polícia Nacional Bolivariana identificou uma carrinha, com dois dos detidos, em que no interior se encontravam 120 quilos de arroz, 100 quilos de farinha de milho pré-cozido.