Mais de meia centena de pessoas concentraram-se ontem, domingo,  junto ao coreto da Vila de Sobrado, concelho de Valongo, distrito do Porto, para reivindicar o mesmo direito aos transportes públicos de que usufrui o resto do município.

“Queremos que Sobrado tenha os mesmos direitos que o resto do concelho, pagamos os impostos e queremos igualdade e não discriminação”, declarou à agência Lusa António Tavares, um dos membros da Comissão de Utentes dos Transportes de Sobrado, entidade que organizou esta manhã uma tribuna pública designada por “Queremos os STCP em Sobrado”.
Os STCP (Sociedade de Transportes Coletivos do Porto), segundo António Tavares, existem no resto do concelho de Valongo, mas não abrangem a freguesia de Sobrado, localidade com cerca de 7.500 habitantes e à distância de cinco quilómetros de Valongo, que conta apenas com transportes privados.
“A freguesia de São Martinho de Cão é a freguesia ao lado de Sobrado e essa tem STCP há muitos anos, não percebemos porque é que o Sobrado não tem os mesmos direitos. Os nossos impostos estão a ser canalizados para tudo e porque não os utilizam também para termos os mesmos direitos” questiona António Tavares.
Esta luta arrasta-se desde abril passado, altura que que começou com uma petição pública nos cafés, na feira, onde se juntaram cerca de 500 assinaturas que foram entregues na Assembleia de Junta de Freguesia.
Segundo aquele elemento da Comissão de Utentes de Transportes de Sobrado, a população está à espera de uma resposta da Câmara de Valongo, mas que ainda não chegou.
“Agora aguardamos resposta da Câmara, mas ainda não obtivemos nenhuma resposta à petição”, lamentou António Tavares prometendo que a luta não vai parar até terem os mesmos benefícios e direitos que o resto da população de Valongo.
“Os transportes atualmente no Sobrado são todos privados e mais caros que os da STCP, além de muitas vezes aos fins de fim semana os transporte serem escassos”, conta, referindo que se quiser hoje ir ao Porto para almoçar tem de apanhar no autocarro das 07:40 ou às 10.30 e depois tem de regressar às 13:00, às 16:00 e 19:20, porque depois não há mais nenhum autocarro.