O caso é contado pela revista Visão, num artigo com o título “As casas da revolta”. Os moradores estão indignados, porque parte do dinheiro para obras urgentes foram usados em casas não prioritárias, algumas que nem sequer arderam.

Há casas que nasceram onde antes havia ruínas, mas continuam vazias, outras que nunca foram de primeira habitação nem sequer foi mudado o registo. As faturas de água e luz eram uma das formas de provar, mas houve quem contornasse a lei.
Alguns exemplos são esmiuçados na revista Visão. Um dos casos é o de uma casa há vários anos inabitada por morte do proprietário onde o filho terá alterado a morada para beneficiar do apoio à reconstrução. Noutro caso, os proprietários eram os avós com o herdeiro a viver fora do concelho desde que se divorciou. Há também quem tenha uma casa reconstruída, mas com morada fiscal em França.
São sete os casos apresentados com contornos parecidos. Pelas contas da reportagem, os esquemas suspeitos representam quase 5%.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR) admite que possam existir casas recuperadas que nunca arderam e que as regras podiam ter sido ainda mais apertadas, mas o governo garante que não recebeu qualquer denúncia.