O número de pipas a beneficiar na vindima deste ano foi fixado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e Porto. O benefício é a quantidade de mosto que cada viticultor pode destinar à produção de Porto.
A Região Demarcada do Douro vai transformar 116 mil pipas de mosto em vinho do Porto, na vindima deste ano, menos duas mil do que na anterior campanha.
A decisão saiu da reunião do conselho interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP), que fixou o número de pipas (550 litros cada) a beneficiar. O benefício é a quantidade de mosto que cada vitivinicultor pode destinar à produção de vinho do Porto.
Em 2017, foram transformadas 118 mil pipas de Porto na mais antiga região demarcada e regulamentada do mundo.
Segundo o presidente do IVDP, Manuel Cabral, a “ligeira diminuição” de benefício justifica-se “pela ligeira diminuição da quantidade de vinho do Porto vendido e pelo aumento dos ‘stocks’”. A decisão foi “tomada por unanimidade”, por parte da produção e do comércio, que estão representados no conselho interprofissional.
António Saraiva, da Associação das Empresas de Vinho do Porto (AEVP), afirma que “o benefício, mais uma vez, foi obtido por consenso da região”, realçando que a diminuição, em relação ao ano anterior, “justifica-se, porque as vendas não estão a evoluir positivamente e não se poderia agir de outra maneira”.
A produção, representada por António Lencastre, da Federação Renovação Douro – Casa do Douro, considera que este é o “benefício que a região precisa”.
Para se fixar o benefício, são avaliados vários parâmetros, como as previsões de produção, as expectativas de comercialização e os níveis de “stock”.