Luís Miguel da Gama, natural da Madeira, foi nomeado, por unanimidade, como Presidente da Universidade Metropolitana (Unimet) e do Conselho Superior deste estabelecimento de ensino, localizado no leste de Caracas.

O empresário, conhecido por dirigir a rede de supermercados de origem madeirense Excelsior Gama, assumiu o cargo no dia 3 de julho, substituindo o engenheiro Hernán Anzola, Presidente da Unimet desde 2003.
Licenciado em Ciências Administrativas e Gestão, em 1985, com especialização em Direito Bancário e Financeiro, em 1988, Luis Miguel Da Gama obteve a primeira pós-graduação da Universidade Metropolitana e foi agora nomeado dirigente do mais alto cargo de gestão e representação da instituição.
O madeirense acumulou experiência em empresas financeiras durante os primeiros anos da sua carreira profissional. Em 1989, juntou-se à Excelsior Gama Supermercados, CA., onde desempenhou vários cargos dirigentes até atingir, em 2006, um lugar no conselho de administração.
Luis Miguel Da Gama pertence ainda aos órgãos de gestão de outras empresas e associações profissionais, sociais e comerciais. Em 2011, foi eleito membro do Conselho Superior da Universidade Metropolitana.
Esta universidade de Caracas tem 48 anos, e já formou mais de 25 mil alunos. Ao contrário de outros pólos universitários, a Unimet está actualmente na capacidade máxima, com 5.850 estudantes matriculados.
Luís Miguel é o quinto presidente ao longo desses 48 anos de história universitária; posição que ocuparam pessoas notáveis da sociedade venezuelana: Eugenio Mendoza, Machado Zuloaga, Julio Sosa e Hernán Anzola.
Para o responsável, liderar esta universidade é uma grande honra e representa «o momento de retribuir» tudo o que ele deve a essa universidade, já que estudou lá durante seis anos.
«A Universidade Metropolitana deu-me tudo, não apenas academicamente. Eu lembro-me quando faltavam duas semanas para a minha graduação, em setembro de 1985: aproximei-me ao Doutor Julio Sosa Rodriguez, que na altura era o Presidente do Conselho, para lhe perguntar se conseguia ajudar-me a arranjar um trabalho; foi quando ele me disse para vir no dia seguinte e procurar o seu filho, Doutor Eduardo Sosa, no Banco Orinoco. Eles deram-me trabalho imediatamente», recorda o emigrante madeirense.
Questionado sobre a presença de luso-descendentes na referida instituição de ensino superior, Da Gama afirma que historicamente a comunidade portuguesa tem marcado presença assídua entre os universitários.
«É uma universidade através da qual milhares de luso-descendentes, que atualmente residem em Portugal, adquiriram grande conhecimento. Na verdade, estamos construindo um banco de dados e descobrimos que cerca de 300 formandos na Unimet estão trabalhando e morando em Portugal», referiu.