BILHETE POSTAL
Eduardo Oliveira Costa*

A perna ficou parcialmente queimada quando rebentou no bolso um cigarro eletrónico. Queimaduras de primeiro grau. Este amigo teve sorte. Normalmente guarda o aparelho no bolso da camisa, mesmo junto ao coração. E pior ainda seria se estivesse a “fumar”.
Segundo especialista nesta solução para os fumadores que querem deixar o vício, o cigarro eletrónico “modo mecânico” pode rebentar se não for corretamente usado. A mesma fonte disse que no cigarro eletrónico “modo regulado” não há notícia de acidente. Contudo, o alerta para que haja todo o respeito pelas recomendações do fabricante, de cada uma das várias marcas que há no mercado.
Deixar o vício de fumar obriga a correr riscos. Devia ser exemplo para os que ainda não o têm.
É a OMS (Organização Mundial de Saúde) quem afirma que o hábito de fumar mata sete milhões de pessoas por ano. Matava metade há década e meia! Muito preocupante. É a principal causa de morte evitável no mundo! A maior parte (80 por cento) acontece nos “países em vias de desenvolvimento”, portanto, em países com economias mais fracas. O tabaco, segundo a OMS, “exacerba a pobreza, reduz a produtividade, contribui para más escolhas alimentares e polui o ar.” Tudo de mau.
A solução para os especialistas está em leis mais duras, aumentar o imposto e, assim, o preço.
Portanto, serão benéficas quaisquer soluções legítimas para deixar o vício. Incluindo o cigarro eletrónico. Mas parece que é preciso muito cuidado no uso e nem todos os aparelhos são recomendáveis.

*jornalista, presidente da Associação Nacional
da Imprensa regional