“Porque é que o Porto é agora parte de mim” é o título de um longo artigo publicado no Boston Globe, o maior diário da cidade norte-americana de Boston e um dos jornais do grupo New York Times.

Num testemunho pessoal, relata-se o encontro com “um lugar que não existe para os turistas, mas os acolhe”. A jornalista Bella English aterrou em Portugal sem saber ao que vinha. Começa por confessar o desconhecimento sobre o país, pelo qual numa semana se apaixonou, e ao terceiro parágrafo assume: “A minha cidade favorita é o Porto”. A justificar está o “espírito autêntico” da cidade. Experienciando o espírito portuense, relata a beleza patrimonial, conversas com locais, a gastronomia e a descoberta de uma geografia que “não é para os fracos do coração”. Com uma aplicação móvel confirmou que andou mais de oito quilómetros por dia e subiu “o equivalente a pelo menos 25 andares”. Na conclusão do texto, chega implícita a palavra saudade. “Comprei um CD de fado. Tenho estado a ouvi-lo em casa, lamentando o facto de não estar já no Porto e esperando poder regressar um dia”.