Maria Ana de Bragança, que foi grã-duquesa do Luxemburgo e regente do país de 1908 a 1912, vai ser recordada numa exposição dedicada aos 125 anos do casamento com o grão-duque Guilherme IV.

Organizada pelo Museu Nacional de História e Arte e pela Casa Grã-Ducal, com o apoio da Embaixada de Portugal, a exposição centrada na Grã-Duquesa destaca “a história amorosa” de Maria Ana de Bragança, filha de D. Miguel, e do futuro Guilherme IV, além das “consequências políticas” da união para o país, disse à Lusa o conservador daquele museu e co-comissário da exposição, Régis Moes.
Celebrado em 22 de junho de 1893, o casamento “foi um evento importante na História do Luxemburgo”, apontou Régis Moes, levando à mudança de religião da coroa e, mais tarde, ao acesso das mulheres ao trono.
Durante a Segunda Guerra Mundial, quando a família grã-ducal fugiu do Luxemburgo, após a ocupação “A História do Luxemburgo é pouco conhecida do grande público, em particular as relações entre Portugal e o Grão-Ducado e a forte presença da comunidade portuguesa, que fazem parte da História mais recente. É também uma forma de mostrar que estas relações vêm de há mais tempo e que são amigáveis”, disse o conservador à Lusa.
Na inauguração, a 09 de julho, vão estar o grão-duque herdeiro Guilherme e a grã-duquesa herdeira Stéphanie de Lannoy.
“A corte grã-ducal está muito implicada na preparação da exposição e é o principal fornecedor dos objetos expostos”, adiantou o curador.
Mas o objeto mais valioso da exposição vem do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa: a Banda das Três Ordens, uma insígnia em ouro e prata com pedras preciosas, que reúne as Grã-Cruzes das Antigas Ordens Militares de Cristo, de Avis e de Sant’Iago da Espada, criada por D. Maria I em 1789 e usada atualmente pelos Presidentes da República.