Vídeo-Crítica pelo Prof. Ângelo Rodrigues ao livro do escritor emigrado em França – Manuel Nascimento

Este romance foi apresentado em outubro de 2017 no consulado geral de Portugal em Paris. Manuel do Nascimento, autor deste romance reside nesta cidade desde 1970. Manuel do Nascimento é um um homem apaixonado pela história, que gosta de reparar e não apenas. Fui convidado para fazer a apresentação deste romance na biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa, numa sessão muito concorrida e muito interessante. Eu quero aqui deixar algumas considerações sobre este romance que se chama “Nem Tudo Acontece Por Acaso”.
“Ele é profissionalmente um fotógrafo, e eu começaria a dizer isto: o primeiro capítulo do livro começa na feira do livro de Lisboa, e curiosamente hoje é o dia da abertura da feira do livro. Também é curioso porque é um romance interessante e conta uma belíssima história que nos agarra, nos aprende do princípio até ao fim. Mas independente disso, podemos dizer que isto é três ou quatro num livro, porque é também um livro de viagens, de memórias, de crónicas. Pode-se ler em qualquer uns destes registos ou géneros literários, sendo um romance, mas é também um livro de história e até mesmo um roteiro turístico, porque nós passamos pela cidade de Lisboa que é maravilhosa que os nossos poetas cantam. Mas o que faz Manuel do Nascimento!! Ele vai polvilhando ao longo do seu romance ao longo da sua narrativa e quando passa por uma rua, fala-nos dos bairros típicos, das marchas populares, esclareço-nos e conta-nos a história, fundadamente, credível dos lugares dos ex-líbris da cidade de Lisboa. Este romance tem essa particularidade. Portanto, nós não estamos só apenas a ler um romance e a acompanhar uma história, mas estamos também a aprender história, história da cidade de Lisboa, história de Portugal, porque a base narrativa deste romance, é fundatalmente a Primeira Guerra mundial e a Segunda Guerra mundial. Ele autor/narrador vem a Lisboa e casualmente ou não encontra numa esplanada típica de Lisboa encontra um mendigo que lhe pede uma moeda para beber um café e numa conversa com esse mendigo descobre que ele é filho de um grande homem da Primeira Guerra mundial. Nesta conversa há ainda a intervenção de uma loira, que ao logo do romance vai-se transformar num romance de amor. Também é um livro filosofia, de teologia, um livro de história, um roteiro turístico, um livro antropológico, sociológico, o livro abarca, especula, reflete, tenta compreender várias dimensões da vida, do ser humano. Este livro é também um livro cinematográfico, é como se o autor neste romance, é como esteja a mandar todos os dias um postal ilustrado da sua querida e amada cidade de Lisboa, em que ele não apenas vê, mas focasse muito nos pormenores, nos detalhes, que ao ler este romance nos obrigas a reparar e apreciar a beleza da vida, do mundo, e neste caso a beleza de Lisboa sendo o lugar de uma grande parte do romance, mesmo se também se passa em Paris (anda cá e lá). Nem tudo acontece por acaso, é um livro de emoções, um romance intemporal para todas as épocas. Sentimentos, desejos e Saudade. É um convite a usufruir do melhor da vida”.

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