O vereador da Mobilidade da Câmara de Matosinhos defendeu este sábado um ajuste direto com um operador público, por dois anos, como forma de garantir uma solução.

“O ajuste direto será uma opção transitória, limitada até dois anos, tratando-se do período necessário para que o operador público, a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), possa reunir condições para garantir a gestão integral da operação em Matosinhos”, afirma José Pedro Rodrigues, citado num comunicado.
Em causa está a substituição do operador privado Resende, cujo contrato de concessão termina a 31 de dezembro e que já levou a presidente da Câmara, Luísa Salgueiro, a dizer que a autarquia não tem “condições nem vontade de voltar a prorrogar” a licença face aos incidentes/acidentes com autocarros ocorridos no último ano.
Para o vereador da Mobilidade e Transportes, eleito pela CDU, “tendo em conta a urgência associada ao pouco tempo disponível”, a solução “passa, imediatamente, por um ajuste direto com um operador de serviço público, que garanta, cumulativamente, a integração dos motoristas do atual operador, igual ou melhor rede do que a que está em operação, a melhoria de horários, a melhoria da frota e a manutenção do tarifário Andante em toda a rede”.
A autarca socialista referiu que já poderá levar à próxima reunião do CmP uma proposta concreta sobre o procedimento concursal a adotar.
“O processo está a ser preparado. Estão a ser feitos os estudos jurídicos e técnicos que permitirão a contratação de um novo operador a partir de 01 de janeiro. Assim que estiver concluído, trarei ao Conselho a proposta”, concluiu.