Rui Osório morreu na Casa da Boavista, pelas 10 horas. Durante a tarde será trasladado para a Igreja da Foz, onde permanecerá em câmara ardente. Pelas 19 horas será celebrada uma missa de corpo presente.

Rui Osório foi discípulo de D. António Ferreira Gomes (o bispo do Porto que Salazar exilou), fundou o jornal “Voz Portucalense”, lutou contra a ditadura e teve elementos da polícia política (PIDE) a vigiar-lhe as missas e a gravar-lhe as homilias. Depois do 25 de Abril, com a bênção do seu bispo, foi, durante 28 anos, nosso camarada na redação no Jornal de Notícias, onde chegou a chefe de redação. Aos 65 anos, que completou em 2005, reformou-se – e estreou-se como pároco na Foz Velha.
O corpo sacerdote e jornalista vai ser trasladado para a Sé do Porto, esta sexta-feira; a Missa exequial tem início marcado para as 15h00, sob presidência do bispo diocesano, D. Manuel Linda, seguindo o funeral para a freguesia do Olival.
Natural de Vila Nova de Gaia (Diocese do Porto), o cónego Rui Osório deixou a sua marca na área da comunicação social, com passagens pela Rádio Renascença e o semanário ‘Voz Portucalense’, do qual foi fundador, ainda antes da revolução de Abril.
O sacerdote era ainda pároco da Foz do Douro, assistente Diocesano da Ação Católica Rural (ACR) e membro do Cabido da Catedral do Porto.

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