Uma equipa de investigadores do Instituto de Bioética (IB) da Universidade Católica Portuguesa acaba de vencer o prémio de melhor poster no “10th World Research Congress of the European Association for Palliative Care”.

A distinção foi atribuída ao estudo sobre o espetro de questões éticas que se colocam na integração de cuidados paliativos e intensivos, trabalho esse que demonstra existir alternativas para cuidar de pessoas em fim de vida que não a eutanásia ou o suicídio assistido. A partir de um conjunto de entrevistas – realizadas junto de médicos e enfermeiros de cuidados paliativos e intensivos em Portugal –, os investigadores sugerem que a integração de cuidados paliativos contribui para uma melhoria dos cuidados em fim de vida, inclusive em contexto de cuidados intensivos. Segundo os profissionais entrevistados, esta inclusão poderá mesmo diminuir o número de medidas agressivas desproporcionadas no fim de vida e promover a autonomia deste tipo de doentes.
Para a equipa de investigação, o investimento na formação sobre cuidados paliativos para profissionais que cuidam de doentes em fim de vida e a promoção de uma maior articulação entre os cuidados paliativos e intensivos assumem-se como estratégias a implementar. O estudo – agora premiado no congresso mundial de investigação em cuidados paliativos, que decorreu em Berna – insere-se no âmbito do “Projeto InPalIn: Integração de Cuidados Paliativos e Intensivos”, desenvolvida pelo Instituto de Bioética. A investigação é financiada pela Fundação Grünenthal e pela Fundação Merck, Sharpe and Dohme.

 

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