O órgão máximo de representação dos médicos aprovou um documento que pretende combater a atual política de Saúde e onde os profissionais se manifestam revoltados e frustrados pelas falhas nos serviços.

A Assembleia de Representantes da Ordem dos Médicos, que congrega mais de 100 clínicos representantes de todos os distritos médicos de Portugal, esteve reunida na segunda-feira e aprovou um documento a expressar que os médicos se sentem “frustrados e revoltados” por muitas vezes não conseguirem responder às necessidades das pessoas.
Falta de pessoal, equipamentos “fora de prazo” e sem manutenção e falhas de material clínico adequados são os principais problemas apontados pelos profissionais. Os médicos “não vão ficar de braços cruzados perante uma injustiça sem precedentes que está a afetar de forma insidiosa os portugueses e os profissionais de Saúde”, refere o documento.
Para os mais de 60 médicos presentes no encontro é que aprovaram o texto, “o estado da Saúde já não permite qualquer atitude expectante”.
Para o bastonário, a tomada de posição da Assembleia de Representantes é histórica, uma vez que este órgão não se pronuncia habitualmente sobre matérias de cariz tão político.