Quarta-feira | Dezembro 19, 2018

Consultas e cirurgias estão a ser afetadas devido à greve dos médicos

No hospital São João, Porto, os utentes estão à espera de saber se vão ou não ter consultas. Segundo um balanço divulgado por Jorge Roque da Cunha, do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), a adesão à greve ao nível das consultas externas é de cerca de 80% nos cuidados primários e entre 70 a 80% nos hospitais.

Já ao nível das cirurgias só um dos blocos está a funcionar, no São João (Porto) só há um dos blocos a funcionar “.
Os utentes queixaram-se de deslocações propositadas, de despesas “em vão” e faltas ao trabalho.
Os serviços mínimos, como as urgências, tratamentos de quimioterapia, radioterapia, transplante, diálise, imuno-hemoterapia, cuidados paliativos em internamento, estão garantidos.
Em termos concretos, os sindicatos querem uma redução do trabalho suplementar de 200 para 150 horas anuais, uma diminuição progressiva até 12 horas semanais de trabalho em urgência e uma diminuição gradual das listas de utentes dos médicos de família até 1.500 utentes, quando atualmente são de cerca de 1.900 doentes.
Entre os motivos da greve estão ainda a revisão das carreiras médicas e respetivas grelhas salariais, o descongelamento da progressão da carreira médica e a criação de um estatuto profissional de desgaste rápido e de risco e penosidade acrescidos, com a diminuição da idade da reforma.

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