O presidente da Câmara do Porto disse esta segunda-feira esperar cerca de 100 mil pessoas nos Aliados na passagem do ano, festa que contará com “soluções de mobilidade integradas” e será gerida através do Centro de Gestão Integrada.

A festa da passagem do ano será “o primeiro teste” do CGI, que funciona agora nas instalações dos Sapadores Bombeiros e onde as áreas da proteção civil, da segurança, dos transportes, da animação e do ambiente estão ali juntas e acompanharão a noite do ano novo, prontas para tomar medidas imediatas em caso de emergência.

“Em 2013 anunciei que pretendia transformar a passagem do ano numa data referencial para a cidade (…), neste momento é o destino mais procurado nesta data em todo o país, o que demonstra que a estratégia teve sucesso, mas é também um enorme desafio às infraestruturas e a toda a estrutura da cidade”, disse Rui Moreira, para quem o CGI funcionará como o “cérebro” da operação montada para entrada em 2017.

Com cortes e condicionamentos de trânsito programados para a zona central da Baixa (Aliados e adjacentes, abrangendo a praça da República, a Batalha, Bolhão e zona do Hospital de Santo António), a festa da passagem do ano contará com um reforço dos serviços da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), que vai “quadruplicar o serviço noturno”, e da Metro do Porto, que vai operar “a 100% da sua capacidade em todas as linhas, exceto na ligação ao aeroporto” durante toda a noite, afirmou o autarca.

Haverá canais próprios para os autocarros da STCP onde não houver circulação de trânsito, entre as 21:00 do dia 31 de dezembro e as 05:00 do dia 01 de janeiro, e os parques de estacionamento da Casa da Música, do Campo Alegre e do Estádio do Dragão terão uma tarifa única de 95 cêntimos por 12 horas, com a utilização do título Andante.

As motos terão estacionamento gratuito no parque da Trindade.

Os serviços do ambiente e de limpeza envolvidos no evento vão garantir que às 08:00 do primeiro dia do novo ano “a avenida dos Aliados esteja completamente limpa”, sublinhou Rui Moreira.

O presidente da Câmara anunciou que, para além dos Aliados, este ano haverá três outros palcos com estilos de música diferentes, designadamente nas praças D. João I, Poveiros e Leões.

“A programação foi também cuidada por forma a motivar que os grandes fluxos de pessoas aconteçam de forma mais diluída no tempo, regressando-se a um modelo de dois espetáculos no palco principal, com uma paragem à meia-noite, para o espetáculo de pirotecnia, que este ano terá novidade quanto à contagem decrescente”, refere a autarquia no comunicado distribuído aos jornalistas.

Entre outras iniciativas que arrancarão pelas 15:00, Rui Moreira destacou que, além dos Blind Zero, que atuarão entre as 22:30 e as 23:50, o palco montado nos Aliados receberá os Azeitonas a partir das 00:30, naquele que será “o último espetáculo em conjunto”.

“Duas pessoas, dois miguéis [Miguel Guedes, dos Blind Zero, Miguel Araújo, dos Azeitonas], muito ligadas à cidade”, disse Moreira.

As novas instalações do CGI contam com uma sala de operações, com 81 metros quadrados, e uma sala de crise, com 47,5 metros quadrados, sendo que ali se controlam as mais de 130 câmaras disponíveis na cidade, bem como os semáforos e sistema de controlo de acessos da zona ribeirinha, entre outros.

Na passagem do ano, haverá um reforço da presença da PSP no CGI, bem como do INEM, sendo que será a partir daquelas instalações que “os gestores policiais tomarão decisões em situações de crise”.

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