O programa preliminar do futuro terminal intermodal de Campanhã, hoje apresentado na reunião de Câmara do Porto, prevê um investimento de 6,8 milhões de euros e aponta a conclusão da obra para o primeiro trimestre de 2019.

“Prevê-se que, no primeiro trimestre de 2019, esta obra possa ser concluída”, afirmou arquiteto Manuel Paulo Teixeira, um dos autores do estudo preliminar desenvolvido a pedido da autarquia, com base na calendarização prevista no documento: “10 meses para a elaboração do projeto e 26 meses de obra”.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, esclareceu que, dada a fase embrionária do planeamento do equipamento, todos os valores referidos “são indicativos e podem sofrer variações”, tanto no que diz respeito aos prazos como ao orçamento, para já situado nos 6,8 milhões de euros.

De acordo com o autarca, o prazo de 36 começa a contar depois de estar concluída a transferência, para autarquia, dos terrenos onde vai ser edificado o terminal de transportes, uma vez que os mesmos são propriedade da antiga Rede Ferroviária Nacional (REFER – agora Infraestruturas de Portugal.

“A perspetiva são 36 meses, a partir do momento em que estiver concluído o processo de transferência de terrenos com a REFER”, resumiu o autarca.

A vereadora da Mobilidade, Cristina Pimentel, afirmou que, relativamente a esta questão, “falta formalizar a passagem dos terrenos”.

De acordo com Manuel Paulo Teixeira, o programa preliminar do terminal intermodal define como objetivos a edificação de “uma infraestrutura de transporte qualificada”, acessível, moderna, atraente e atrativa.

Para acautelar todos estes aspetos, o projeto deve “apurar as necessidades logísticas de quem vai usar o espaço, sejam eles “os autocarros, as bicicletas ou os utilizadores de transporte individual”, pelo que o espaço terá de ser dotado de “parques de estacionamento e pequenas estações de serviço”, por exemplo.

Segundo Manuel Paulo Teixeira, o projeto terá ainda em conta os “passageiros e os visitantes”, bem como os “trabalhadores”.

Quanto aos custos do projeto, Rui Moreira notou que a autarquia espera receber financiamento comunitário, “quanto mais não seja devido à questão energética”.

Num outro documento apresentado hoje ao executivo – o “Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano do Porto (PEDU)”, que servirá de base à formalização de candidaturas a fundos estruturais -, o terminal intermodal é indicado como podendo receber 5,7 milhões de euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Devido a questões do vereador do PSD, Ricardo Almeida, e o vereador da CDU Pedro Carvalho, o presidente da Câmara do Porto esclareceu que o investimento no terminal vai ser municipal, mas que isso não impede que algumas das valências do futuro equipamento sejam concessionadas.

“Não vamos, por exemplo, explorar a cafetaria. O terminal é um investimento público com muitas valências concessionáveis, porque têm uma equação económica positiva e não reduzem o nosso pensamento estratégico”, disse o autarca.

O terminal intermodal de Campanhã é um projeto da autarquia que tem mais de uma década e que foi desbloqueado em junho com a assinatura designado Acordo do Porto, entre o Governo e a Câmara.

Em julho, a Câmara do Porto aprovou em reunião do executivo o Memorando de Entendimento com o Governo, através do qual a autarquia se comprometeu a reduzir o endividamento em 29,8 milhões de euros e investir seis milhões no terminal de Campanhã.

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