A Câmara do Porto revelou hoje não pretender requalificar o troço da Avenida da Boavista situado entre a rua O Primeiro de Janeiro e o Parque da Cidade (2,3 quilómetros), concluindo apenas a empreitada lançada pelo anterior executivo.

Fonte da presidência da autarquia adiantou à Lusa que a autarquia começa já na terça-feira as últimas fases da obras adjudicada (entre as ruas de António Cardoso e O Primeiro de Janeiro), mas que não está previsto, “nos próximos tempos”, lançar o concurso que permitiria deixar toda a avenida requalificada.

Com esta decisão, depois dos próximos cinco meses de obra a mais longa artéria da cidade vai ficar por recuperar em quase metade da sua extensão, numa área intermédia entre a zona nascente e a poente, que abrange o acesso à avenida Marechal Gomes da Costa, junto ao Museu de Serralves, por exemplo.

Juntas, as zonas nascente e poente totalizam 2,5 quilómetros, ao passo que a área que vai ficar por intervencionar abrange 2,3 quilómetros.

“Fica por fazer a obra entre António Aroso [junto ao Parque da Cidade] e João Grave/O Primeiro de Janeiro. Não está prevista. Este executivo não tem qualquer decisão política de avançar com o resto da obra nos próximos tempos”, disse à Lusa fonte da presidência da Câmara do Porto.

A mesma fonte explica que, quando chegou à autarquia, o atual presidente, Rui Moreira, encontrou adjudicada a obra de “cinco milhões de euros” relativa às seis fases de requalificação do troço nascente, entre a Praça Mouzinho de Albuquerque (conhecida como rotunda da Boavista) e a rua O Primeiro de Janeiro (cerca de 1,1 quilómetros).

As obras naquela zona da avenida estavam já em curso e o atual executivo deu-lhes continuidade, tendo terminado na sexta-feira a terceira e quarta fases da empreitada, entre as ruas de Agramonte e António Cardoso.

Na terça-feira, iniciam-se os trabalhos entre as ruas António Cardoso e O Primeiro de Janeiro/João Grave e durante os 150 dias de obra “nunca haverá corte total” da avenida ao trânsito, informou fonte da autarquia, esclarecendo que a opção da Câmara foi estreitar uma das vias e deixar duas no sentido oposto.

A Avenida da Boavista começou por ser recuperada no troço poente, entre a Praça Gonçalves Zarco e uma das entradas no Parque da Cidade (cerca de 1,4 quilómetros) no final de 2011, numa intervenção que a Câmara, liderada pela coligação PSD/CDS e pelo presidente Rui Rio, avaliou em 800 mil euros.

Em janeiro daquele ano, a revista municipal Porto Sempre revelava que a primeira fase da requalificação da avenida de cerca de cinco quilómetros arrancaria naquele ano entre o Castelo do Queijo e o Parque da Cidade, criando uma ciclovia e uma zona verde arborizada na placa central.

Em outubro, a mesma publicação dava conta da conclusão do projeto global de requalificação da autoria do arquiteto Manuel Ventura que, no troço poente, abrangeu, entre outras coisas, o abate e transplante de árvores dos passeios e a supressão da placa central que chegou a chegar destinada ao metro, com a colocação de floreiras e instalação de uma ciclovia.

Na altura a Câmara indicava que o projeto global de requalificação incluía o troço entre o Bessa (zona dos hotéis) e a Fonte da Moura (Rua António Aroso), precisamente aquela que vai ficar por fazer.

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